Thiago Romero - 25/09/2009
Grid de computação brasileiro começa a funcionar hoje
Entra em operação a maior rede de alto desempenho na América Latina, interligando sete universidades. A capacidade teórica de processamento é de 33,3 trilhões de cálculos por segundo. [Imagem: Unesp]
Entra em operação hoje a maior rede de computadores de alto desempenho na América Latina, interligando sete campi universitários. A capacidade teórica de processamento é de 33,3 trilhões de cálculos por segundo.
O Programa de Integração da Capacidade Computacional da Universidade Estadual Paulista (Unesp), mais conhecido como GridUnesp, será inaugurado e começará a funcionar nesta sexta-feira (25/9).
Maior rede de alto desempenho da América Latina
Trata-se de um conjunto de clusters (aglomerados de computadores interconectados) formado por estruturas paralelas em outros seis diferentes campi, nas cidades de Araraquara, Bauru, Botucatu, Ilha Solteira, Rio Claro e São José do Rio Preto, além do núcleo principal instalado na capital paulista.
Ao todo, serão 2.944 unidades de processamento com 33,3 teraflops (trilhões de cálculos por segundo) de capacidade teórica de processamento . "É a maior estrutura computacional de alto desempenho e processamento distribuído na América Latina", disse Sérgio Ferraz Novaes, coordenador geral do GridUnesp e professor do Instituto de Física Teórica da Unesp, à Agência FAPESP.
"A implantação do GridUnesp é o passo decisivo para posicionar a universidade no patamar do compartilhamento de dados científicos em alto nível de desempenho computacional. É o resultado do reconhecimento da consolidação e da elevada capacidade de diversos grupos de pesquisa", disse Herman Jacobus Cornelis Voorwald, reitor da Unesp.
Computação em grid
Na computação em grid (grade, em português) o poder de processamento de muitos clusters é reunido para se obter um desempenho muito superior ao que seria possível caso os aglomerados fossem mantidos isolados.
Os computadores do GridUnesp utilizam processadores Intel Xeon de quatro núcleos e foram adquiridos da Sun Microsystems do Brasil. A estrutura permitirá a grupos de pesquisa acesso a elevados níveis de capacidade de processamento e armazenamento de dados nos mais diversos campos.
De DNA a LHC
Entre as áreas e aplicações que poderão se beneficiar estão o sequenciamento genético, previsão do tempo, modelagem molecular e celular, reconstrução de imagens médicas, desenvolvimento de novos materiais, segurança de redes de dados, química quântica e física de altas energias.
Nessa última área, o grupo liderado por Novaes, coordenador do GridUnesp, já desenvolve trabalhos em parceria com centros e projetos internacionais de pesquisa como o LHC (Large Hadron Collider, na Suíça). Um dos estudos se deu por conta do Projeto Temático "Física experimental de anéis de colisão: SP-Race e HEP Grid-Brasil", desenvolvido com apoio da FAPESP e cujos resultados deram origem ao Projeto Grid Educacional, lançado em 2008.
"Como todo o projeto do GridUnesp foi centrado na pesquisa científica, 14 projetos em andamento deverão se beneficiar de imediato da estrutura. Outra chamada de propostas para a contratação de novos projetos deve ser lançada ainda este ano", disse Novaes, que também coordena o Centro Regional de Análise de São Paulo (Sprace), instalado em 2003 com apoio da FAPESP.
Grade do conhecimento
Foram investidos no projeto do GridUnesp R$ 8 milhões, dos quais R$ 4,4 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e R$ 3,6 milhões da Unesp. A conexão do GridUnesp entre os clusters no interior de São Paulo ocorre por meio da rede KyaTera, desenvolvida no Programa Tecnologia da Informação no Desenvolvimento da Internet Avançada (Tidia) da FAPESP.
"A rede KyaTera teve um papel extremamente importante nesse projeto no que diz respeito ao fornecimento da estrutura de fibras apagadas, que posteriormente foi ampliada pelos pesquisadores da Unesp", explicou Novaes.
A rede KyaTera se equipara ao que existe de mais avançado no mundo em desempenho de redes com tecnologia de transmissão óptica. Sua ampliação foi realizada com a aquisição de equipamentos desenvolvidos pela Padtec, empresa que atua no desenvolvimento de alta tecnologia na área de redes ópticas.
Anel metropolitano de dados
Na capital, a rede foi redimensionada de forma a incluir o novo campus da Unesp na Barra Funda, no anel metropolitano que liga diversas universidades e institutos de pesquisa. No interior, foram criados novos enlaces de fibra, prolongando a malha óptica até Ilha Solteira.
As unidades da Unesp em Bauru, Botucatu, Ilha Solteira, São José do Rio Preto e Rio Claro estão sendo conectadas a Araraquara com velocidade de 1 gigabit por segundo, sendo o tráfego agregado transmitido até o data center do Núcleo de Computação Científica da Unesp e ao enlace internacional a 10 gigabits por segundo.
Outro benefício proporcionado pelo projeto GridUnesp é a instalação de um novo gateway (portão de entrada) no campus da Barra Funda que permitirá o tráfego de internet por meio da rede MetroSampa.
Novaes destaca que o Brasil tem hoje uma demanda crescente de pesquisas que exigem a evolução do conceito de grade, uma vez que os problemas científicos necessitam cada vez mais da produção de maior quantidade de dados, que devem ser filtrados e armazenados em um espaço de tempo menor.
Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=grid-computacao-brasileiro-comeca-funcionar-hoje&id=010175090925&ebol=sim
terça-feira, 29 de setembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Google adquire programa de segurança ReCAPTCHA
Google adquire programa de segurança ReCAPTCHA
Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/09/2009
Google adquire programa de segurança ReCAPTCHA
O que são captchas?
O Google anunciou a aquisição do programa ReCAPTCHA, utilizado para oferecer mais segurança aos sites da Internet por meio de letras ou números que o usuário deve digitar quando interage com um site.
As letras, que aparecem como desenhos distorcidos, evitam a distribuição de spam e o uso de sites interativos por programas automatizados, já que o reconhecimento dos caracteres é possível para um ser humano, mas muito difícil para um programa de computador. CAPTCHA é um acrônimo para Completely Automatic Public Turing test to tell Computers and Humans Apart.
Captcha do bem
Existem inúmeros programas de Captcha disponíveis no mercado, a maioria gratuita. Mas o ReCAPTCHA é especial. Enquanto os outros programas apresentam caracteres aleatórios e simplesmente checam se esses caracteres foram digitados corretamente, o ReCAPTCHA mostra palavras extraídas de livros impressos que estão em processo de digitalização.
Assim, quando digitam as palavras, muitas vezes quase ilegíveis, os usuários dos sites que usam o ReCAPTCHA estão na verdade ajudando a digitalizar livros antigos, jornais e outros materiais impressos antes do advento dos computadores.
A possibilidade de ajudar uma causa nobre fez com que o ReCAPTCHA de proliferasse como erva-daninha pela Internet. Milhares de sites ao redor do mundo já o adotaram. Seu uso é gratuito. Durante seu primeiro ano de funcionamento, 1,2 bilhão de captchas foram resolvidos e mais de 440 milhões de palavras foram corretamente decifradas. Isso equivale à digitalização de 17.600 livros.
Corrigindo o OCR
Mas como o programa sabe que o usuário digitou a palavra correta? O sistema funciona assim: o software do ReCAPTCHA pega uma palavra conhecida e outra que não foi reconhecida pelo OCR (Optical Character Recognition), e apresenta ambas ao usuário. Se o usuário interpretou corretamente a primeira, o programa assume que a segunda também foi interpretada corretamente.
O mesmo conjunto é apresentado seguidamente a vários usuários, até que, estatisticamente, o programa tenha certeza de que a palavra foi mesmo reconhecida. O texto do livro é então atualizado e dado como corretamente digitalizado.
ReCAPTCHA
O ReCAPTCHA foi lançado em 2007 pelo pesquisador Luis von Ahn, da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, tendo logo se transformado em uma empresa, criada com o objetivo de divulgar e eventualmente comercializar o programa.
O Google não divulgou se pretende fazer alguma alteração nas diretrizes de uso do programa.
Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/09/2009
Google adquire programa de segurança ReCAPTCHA
O que são captchas?
O Google anunciou a aquisição do programa ReCAPTCHA, utilizado para oferecer mais segurança aos sites da Internet por meio de letras ou números que o usuário deve digitar quando interage com um site.
As letras, que aparecem como desenhos distorcidos, evitam a distribuição de spam e o uso de sites interativos por programas automatizados, já que o reconhecimento dos caracteres é possível para um ser humano, mas muito difícil para um programa de computador. CAPTCHA é um acrônimo para Completely Automatic Public Turing test to tell Computers and Humans Apart.
Captcha do bem
Existem inúmeros programas de Captcha disponíveis no mercado, a maioria gratuita. Mas o ReCAPTCHA é especial. Enquanto os outros programas apresentam caracteres aleatórios e simplesmente checam se esses caracteres foram digitados corretamente, o ReCAPTCHA mostra palavras extraídas de livros impressos que estão em processo de digitalização.
Assim, quando digitam as palavras, muitas vezes quase ilegíveis, os usuários dos sites que usam o ReCAPTCHA estão na verdade ajudando a digitalizar livros antigos, jornais e outros materiais impressos antes do advento dos computadores.
A possibilidade de ajudar uma causa nobre fez com que o ReCAPTCHA de proliferasse como erva-daninha pela Internet. Milhares de sites ao redor do mundo já o adotaram. Seu uso é gratuito. Durante seu primeiro ano de funcionamento, 1,2 bilhão de captchas foram resolvidos e mais de 440 milhões de palavras foram corretamente decifradas. Isso equivale à digitalização de 17.600 livros.
Corrigindo o OCR
Mas como o programa sabe que o usuário digitou a palavra correta? O sistema funciona assim: o software do ReCAPTCHA pega uma palavra conhecida e outra que não foi reconhecida pelo OCR (Optical Character Recognition), e apresenta ambas ao usuário. Se o usuário interpretou corretamente a primeira, o programa assume que a segunda também foi interpretada corretamente.
O mesmo conjunto é apresentado seguidamente a vários usuários, até que, estatisticamente, o programa tenha certeza de que a palavra foi mesmo reconhecida. O texto do livro é então atualizado e dado como corretamente digitalizado.
ReCAPTCHA
O ReCAPTCHA foi lançado em 2007 pelo pesquisador Luis von Ahn, da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, tendo logo se transformado em uma empresa, criada com o objetivo de divulgar e eventualmente comercializar o programa.
O Google não divulgou se pretende fazer alguma alteração nas diretrizes de uso do programa.
Cientistas resolvem problema além da capacidade dos computadores
Redação do Site Inovação Tecnológica - 23/09/2009
Cientistas resolvem problema além da capacidade dos computadores
A proposta inicial do problema, feita por al-Karaji, e que não envolvia ainda os triângulos retângulo.[Imagem: Univ. Warwick]
Um grupo internacional de matemáticos conseguiu resolveu um problema que exige a manipulação de números tão grandes que a memória RAM dos maiores supercomputadores atuais não é suficiente para conter nem mesmo um só deles.
Este é o primeiro cálculo desse tipo a ser resolvido envolvendo mais de um trilhão de triângulos. O avanço somente foi possível graças a uma nova técnica de multiplicação desses números descomunais. Se um deles fosse escrito à mão, o espaço ocupado seria equivalente a ir até a Lua e voltar.
Além da capacidade dos computadores
Mas então, que mágica é esta que permite o cálculo com números que são grandes demais para serem escritos e que não cabem na memória dos computadores?
A solução foi encontrada nos discos rígidos, que podem ser adicionados a um computador até atingirem capacidades muito superiores à da memória RAM, a memória de cálculo dos computadores.
Enquanto os computadores normalmente contam com poucos gigabytes de RAM, os discos rígidos já são encontrados na faixa dos terabytes cada um. Os números foram armazenados nos discos rígidos e os cálculos foram feitos parcialmente, com cada parte do número sendo lido somente quando necessário.
Programa livre
"A parte difícil foi desenvolver uma biblioteca de código de computador para fazer esse tipo de cálculo. Uma vez pronta, não levou muito tempo para escrever o programa especializado para essa computação em particular," conta o matemático Bill Hart, um dos membros da equipe.
O programa utilizado para o cálculo foi disponibilizado gratuitamente e qualquer um com interesse suficiente em matemática - e com um computador com discos rígidos suficientes - poderá igualar o recorde dos pesquisadores e até mesmo estabelecer novos recordes.
Números congruentes
O problema diz respeito à área dos triângulos retângulo. O problema surpreendentemente difícil é determinar quais números inteiros podem representar a área de um triângulo retângulo cujos lados sejam números inteiros ou frações. A área de um triângulo assim é chamado de um "número congruente."
Por exemplo, o triângulo retângulo 3-4-5 que os estudantes veem em geometria tem uma área de 1/2 x 3 x 4 = 6; assim, 6 é um número congruente. O menor número congruente é 5, que é a área do retângulo cujos lados medem 3/2, 20/3 e 41/6.
A lista dos números congruentes começa com 5, 6, 7, 13, 14, 15, 20, 21, etc. Isso cria uma sequência bem ordenada com a adição de 8, onde cada número na linhagem 5, 13, 21, 29, 37, ..., é um número congruente.
O problema é que existem sequências mais misteriosas, como 11, 19, 27, 35, ..., forçando a que cada número seja checado individualmente.
O cálculo agora realizado descobriu 3.148.379.694 novos números congruentes até um trilhão. Os matemáticos preveem que existam cerca de 800 bilhões de números congruentes até um quatrilhão, o que poderá ser checado quando a tecnologia produzir discos rígidos grandes o suficiente.
Problema milenar
O problema resolvido foi proposto pelo matemático persa al-Karaji, que viveu entre os anos de 953 e 1029. "Problemas antigos como esse podem parecer obscuros, mas eles geram um enorme interesse e produzem pesquisas úteis conforme as pessoas desenvolvem novas formas de atacá-los," diz Brian Conrey, do Instituto Norte-Americano de Matemática.
Se você duvida da importância do problema, basta ver quem já se envolveu com ele. Fibonacci mostrou que 5 e 7 eram congruentes, mas não conseguiu provar que 1 não era. Isto só foi resolvido por Fermat, famoso pelo "último teorema de Fermat," em 1659.
A coisa ficou quase estacionada até 1915, quando foram determinados os números congruentes até 100. Em 1952, Kurt Heegner criou técnicas avançadas de matemática que demonstraram que os números primos na sequência 5, 13, 21, 29, ..., são congruentes. Até 1980, havia casos até 1000 que ainda não haviam sido resolvidos. Agora os pesquisadores chegaram a 1 trilhão.
Cuidado x 2
Os matemáticos são conhecidos pelos seus gostos pela precisão e pelas eternas distinções entre argumentos, provas e demonstrações. Já os programas de computador são conhecidos tanto pelos problemas que resolvem quanto pelos seus bugs.
É por isto que resultados como estes são vistos como ceticismo no mundo da matemática - a complexidade dos cálculos deixa muito espaço para erros tanto do software quanto do próprio hardware.
Para se defender desses argumentos, os pesquisadores fizeram os cálculos duas vezes, em computadores diferentes, usando algoritmos diferentes, codificados por dois grupos independentes de pesquisadores.
Bibliografia:
Congruent number theta coeficients to 10^12
Robert Bradshaw, William B. Hart, David Harvey, Gonzalo Tornaria, Mark Watkins
Online
September 18, 2009
http://www.warwick.ac.uk/~masfaw/congruent.pdf
Cientistas resolvem problema além da capacidade dos computadores
A proposta inicial do problema, feita por al-Karaji, e que não envolvia ainda os triângulos retângulo.[Imagem: Univ. Warwick]
Um grupo internacional de matemáticos conseguiu resolveu um problema que exige a manipulação de números tão grandes que a memória RAM dos maiores supercomputadores atuais não é suficiente para conter nem mesmo um só deles.
Este é o primeiro cálculo desse tipo a ser resolvido envolvendo mais de um trilhão de triângulos. O avanço somente foi possível graças a uma nova técnica de multiplicação desses números descomunais. Se um deles fosse escrito à mão, o espaço ocupado seria equivalente a ir até a Lua e voltar.
Além da capacidade dos computadores
Mas então, que mágica é esta que permite o cálculo com números que são grandes demais para serem escritos e que não cabem na memória dos computadores?
A solução foi encontrada nos discos rígidos, que podem ser adicionados a um computador até atingirem capacidades muito superiores à da memória RAM, a memória de cálculo dos computadores.
Enquanto os computadores normalmente contam com poucos gigabytes de RAM, os discos rígidos já são encontrados na faixa dos terabytes cada um. Os números foram armazenados nos discos rígidos e os cálculos foram feitos parcialmente, com cada parte do número sendo lido somente quando necessário.
Programa livre
"A parte difícil foi desenvolver uma biblioteca de código de computador para fazer esse tipo de cálculo. Uma vez pronta, não levou muito tempo para escrever o programa especializado para essa computação em particular," conta o matemático Bill Hart, um dos membros da equipe.
O programa utilizado para o cálculo foi disponibilizado gratuitamente e qualquer um com interesse suficiente em matemática - e com um computador com discos rígidos suficientes - poderá igualar o recorde dos pesquisadores e até mesmo estabelecer novos recordes.
Números congruentes
O problema diz respeito à área dos triângulos retângulo. O problema surpreendentemente difícil é determinar quais números inteiros podem representar a área de um triângulo retângulo cujos lados sejam números inteiros ou frações. A área de um triângulo assim é chamado de um "número congruente."
Por exemplo, o triângulo retângulo 3-4-5 que os estudantes veem em geometria tem uma área de 1/2 x 3 x 4 = 6; assim, 6 é um número congruente. O menor número congruente é 5, que é a área do retângulo cujos lados medem 3/2, 20/3 e 41/6.
A lista dos números congruentes começa com 5, 6, 7, 13, 14, 15, 20, 21, etc. Isso cria uma sequência bem ordenada com a adição de 8, onde cada número na linhagem 5, 13, 21, 29, 37, ..., é um número congruente.
O problema é que existem sequências mais misteriosas, como 11, 19, 27, 35, ..., forçando a que cada número seja checado individualmente.
O cálculo agora realizado descobriu 3.148.379.694 novos números congruentes até um trilhão. Os matemáticos preveem que existam cerca de 800 bilhões de números congruentes até um quatrilhão, o que poderá ser checado quando a tecnologia produzir discos rígidos grandes o suficiente.
Problema milenar
O problema resolvido foi proposto pelo matemático persa al-Karaji, que viveu entre os anos de 953 e 1029. "Problemas antigos como esse podem parecer obscuros, mas eles geram um enorme interesse e produzem pesquisas úteis conforme as pessoas desenvolvem novas formas de atacá-los," diz Brian Conrey, do Instituto Norte-Americano de Matemática.
Se você duvida da importância do problema, basta ver quem já se envolveu com ele. Fibonacci mostrou que 5 e 7 eram congruentes, mas não conseguiu provar que 1 não era. Isto só foi resolvido por Fermat, famoso pelo "último teorema de Fermat," em 1659.
A coisa ficou quase estacionada até 1915, quando foram determinados os números congruentes até 100. Em 1952, Kurt Heegner criou técnicas avançadas de matemática que demonstraram que os números primos na sequência 5, 13, 21, 29, ..., são congruentes. Até 1980, havia casos até 1000 que ainda não haviam sido resolvidos. Agora os pesquisadores chegaram a 1 trilhão.
Cuidado x 2
Os matemáticos são conhecidos pelos seus gostos pela precisão e pelas eternas distinções entre argumentos, provas e demonstrações. Já os programas de computador são conhecidos tanto pelos problemas que resolvem quanto pelos seus bugs.
É por isto que resultados como estes são vistos como ceticismo no mundo da matemática - a complexidade dos cálculos deixa muito espaço para erros tanto do software quanto do próprio hardware.
Para se defender desses argumentos, os pesquisadores fizeram os cálculos duas vezes, em computadores diferentes, usando algoritmos diferentes, codificados por dois grupos independentes de pesquisadores.
Bibliografia:
Congruent number theta coeficients to 10^12
Robert Bradshaw, William B. Hart, David Harvey, Gonzalo Tornaria, Mark Watkins
Online
September 18, 2009
http://www.warwick.ac.uk/~masfaw/congruent.pdf
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
LNCC promove debate sobre acesso da sociedade à ciência da matemática
Paulo Roberto Trales, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), é o convidado do programa "Professor, Fique Por Dentro", que acontece nesta quinta-feira, 24 de setembro
Motivo de preocupação para muitos estudantes, a matemática é o assunto do próximo encontro do programa "Professor, Fique Por Dentro", evento promovido mensalmente pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).
O cientista Paulo Roberto Trales, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói-RJ, pretende, entre os tópicos, mostrar falhas comuns praticadas por alunos ao tentar resolver problemas matemáticos. O tema do encontro é: "O que nos ensinam problemas matemáticos mal formulados ou onde falha a intuição?".
O evento acontece nesta quinta-feira, 24 de setembro, às 10h, na sede do LNCC, localizado na Av. Getúlio Vargas, nº 333, Quitandinha, Petrópolis-RJ.
Motivo de preocupação para muitos estudantes, a matemática é o assunto do próximo encontro do programa "Professor, Fique Por Dentro", evento promovido mensalmente pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).
O cientista Paulo Roberto Trales, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói-RJ, pretende, entre os tópicos, mostrar falhas comuns praticadas por alunos ao tentar resolver problemas matemáticos. O tema do encontro é: "O que nos ensinam problemas matemáticos mal formulados ou onde falha a intuição?".
O evento acontece nesta quinta-feira, 24 de setembro, às 10h, na sede do LNCC, localizado na Av. Getúlio Vargas, nº 333, Quitandinha, Petrópolis-RJ.
EUA testam tecnologia que enterra CO2 emitido por usina a carvão
Térmica começa a usar método esta semana. Ambientalistas criticam
Construída em 1980, bem antes de o aquecimento global se tornar uma preocupação geral, a termelétrica de Mountaineer, em New Haven, nos Estados Unidos, está prestes a se tornar a primeira usina a carvão do mundo a capturar e enterrar parte do CO2 que emite. A esperança é que, em vez de ser liberado rumo à atmosfera, agravando ainda mais o efeito estufa, o gás fique debaixo da terra por milênios.
O projeto deve entrar em funcionamento nos próximos dias e já desperta a atenção de autoridades de China e Índia, que lutam contra a dependência desse tipo de geração de energia, considerada suja. Como eles, os EUA ainda são dependentes das térmicas a carvão para suprir suas necessidades energéticas.
Para especialistas, essa estratégia pode se revelar mais eficiente do que a construção de novas e mais modernas usinas. Mesmo assim, a viabilidade econômica da tecnologia de captura de CO2 permanece cercada de incertezas.
Certamente, o método vai sugar uma substancial quantidade de energia da usina - previsões mais otimistas dizem que será algo em torno de 15%; as mais pessimistas, em torno de 30%. Alguns argumentam que essa tecnologia pode se tornar mais cara do que a solar e a nuclear. E como toda novidade, mesmo os engenheiros ligados à iniciativa, não sabem se o método vai funcionar corretamente e se o dióxido de carbono vai, realmente, ficar bem estocado.
O projeto prevê que 100 mil toneladas de CO2 sejam enterradas anualmente, durante dois ou até cinco anos. O valor, dizem os responsáveis, representa 1,5% das emissões anuais da usina.
Ambientalistas, contrários às usinas a carvão, estão preocupados com a medida, acreditando que vai ser como trocar um problema, o aquecimento global, por outro, a possível poluição dos reservatórios de água da região.
(Matthew L. Wald, do New York Times)
(O Globo, 23/9).
Construída em 1980, bem antes de o aquecimento global se tornar uma preocupação geral, a termelétrica de Mountaineer, em New Haven, nos Estados Unidos, está prestes a se tornar a primeira usina a carvão do mundo a capturar e enterrar parte do CO2 que emite. A esperança é que, em vez de ser liberado rumo à atmosfera, agravando ainda mais o efeito estufa, o gás fique debaixo da terra por milênios.
O projeto deve entrar em funcionamento nos próximos dias e já desperta a atenção de autoridades de China e Índia, que lutam contra a dependência desse tipo de geração de energia, considerada suja. Como eles, os EUA ainda são dependentes das térmicas a carvão para suprir suas necessidades energéticas.
Para especialistas, essa estratégia pode se revelar mais eficiente do que a construção de novas e mais modernas usinas. Mesmo assim, a viabilidade econômica da tecnologia de captura de CO2 permanece cercada de incertezas.
Certamente, o método vai sugar uma substancial quantidade de energia da usina - previsões mais otimistas dizem que será algo em torno de 15%; as mais pessimistas, em torno de 30%. Alguns argumentam que essa tecnologia pode se tornar mais cara do que a solar e a nuclear. E como toda novidade, mesmo os engenheiros ligados à iniciativa, não sabem se o método vai funcionar corretamente e se o dióxido de carbono vai, realmente, ficar bem estocado.
O projeto prevê que 100 mil toneladas de CO2 sejam enterradas anualmente, durante dois ou até cinco anos. O valor, dizem os responsáveis, representa 1,5% das emissões anuais da usina.
Ambientalistas, contrários às usinas a carvão, estão preocupados com a medida, acreditando que vai ser como trocar um problema, o aquecimento global, por outro, a possível poluição dos reservatórios de água da região.
(Matthew L. Wald, do New York Times)
(O Globo, 23/9).
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Acquisition of data and modeling of transport and geochemical processes in waste rock piles.
Em 2008 publiquei um capítulo de livro referente a minha Tese de Doutorado.
A publicação foi no livro:
Water Resources Research Progress
link:
http://books.google.com.br/books?id=_OfV1EqTS48C&printsec=frontcover&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=&f=false
O título do capítulo do livro é:
Acquisition of data and modeling of transport and geochemical processes in waste rock piles.
link:
http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=_OfV1EqTS48C&oi=fnd&pg=PA311&dq=Acquisition+of+data+and+modeling+of+transport+and+geochemical+processes+in+waste+rock+piles.&ots=WpwM7kxlkY&sig=uQ9lRPej5Yb9LGifM8tlR65pNMc#v=onepage&q=Acquisition%20of%20data%20and%20modeling%20of%20transport%20and%20geochemical%20processes%20in%20waste%20rock%20piles.&f=false
Autores:
Ondra Sracek, Eurípedes do Amaral Vargas Jr. e Júlio César da Silva
A publicação foi no livro:
Water Resources Research Progress
link:
http://books.google.com.br/books?id=_OfV1EqTS48C&printsec=frontcover&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=&f=false
O título do capítulo do livro é:
Acquisition of data and modeling of transport and geochemical processes in waste rock piles.
link:
http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=_OfV1EqTS48C&oi=fnd&pg=PA311&dq=Acquisition+of+data+and+modeling+of+transport+and+geochemical+processes+in+waste+rock+piles.&ots=WpwM7kxlkY&sig=uQ9lRPej5Yb9LGifM8tlR65pNMc#v=onepage&q=Acquisition%20of%20data%20and%20modeling%20of%20transport%20and%20geochemical%20processes%20in%20waste%20rock%20piles.&f=false
Autores:
Ondra Sracek, Eurípedes do Amaral Vargas Jr. e Júlio César da Silva
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Brasil fará transmissão transcontinental de cinema em altíssima definição
"A primeira transmissão transcontinental ao vivo de cinema em superalta definição da América Latina para os Estados Unidos e Japão", como vem sendo chamada por seus organizadores, será realizada na quinta-feira (30/7), às 19 horas, durante a 10ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), em São Paulo.
Do Teatro Popular do Serviço Social da Indústria (Sesi), na capital paulista, o filme Enquanto a noite não chega, dirigido por Beto Souza e Renato Falcão, será transmitido para a Universidade da Califórnia em San Diego e para a Universidade de Keio.
4 vezes melhor que TV Full HD
Por meio da rede KyaTera, do Programa Tecnologia da Informação no Desenvolvimento da Internet Avançada (Tidia), o desafio será transmitir, em tempo real, imagens em movimento de um longa-metragem com resolução de 4K.
A tecnologia 4K (4096 × 2160 pixels) refere-se à projeção de imagens em altíssima resolução. O total equivale a mais de 8 milhões de pixels, o dobro de um filme digital convencional. Trata-se de uma imagem com definição cerca de quatro vezes maior do que a HD (High Definition) e 24 vezes superior que a da televisão tradicional.
As imagens serão transmitidas ao vivo pelas redes de fibras ópticas do KyaTera, que operam com taxas de até 10 gigabits por segundo (Gbps), capacidade atualmente restrita principalmente às universidades e instituições de pesquisa do país.
Possibilidades para ciência
"Trata-se de um experimento que abre possibilidades enormes para a ciência, funcionando, primeiramente, com a demonstração de um princípio tecnológico factível para, em seguida, gerar novos benefícios e aplicações em outras áreas do conhecimento", disse o professor Eunézio de Souza, coordenador do Laboratório de Fotônica do Mackenzie e coordenador da camada física das redes ópticas do KyaTera, à Agência FAPESP.
"As infraestruturas lógica e física da rede estão prontas e as chances de a transmissão fracassar são muito remotas - isso aconteceria caso a energia elétrica da Avenida Paulista acabasse na hora do experimento, por exemplo, uma vez que os lasers que alimentam os cabos ópticos com informações são alimentados eletricamente", afirmou.
Fibras ópticas apagadas
Segundo o docente, que é conhecido pela comunidade científica como Thoroh, a transmissão transcontinental só se tornará possível graças à infraestrutura oferecida pela rede, que conecta dezenas de laboratórios de pesquisa no Estado de São Paulo.
"Sem o KyaTera não haveria esse experimento. A grande vantagem dessa rede é a possibilidade de usarmos as fibras ópticas apagadas [desativadas ou sem tráfego de luz], que já estão disponíveis e não estão conectadas a nenhum dispositivo convencional. Essas fibras pertencem à Telefônica e foram cedidas por meio de um acordo de cooperação científica com a FAPESP", disse.
"Diferentemente das fibras acesas, cuja largura de banda é determinada pelas empresas operadoras, nas fibras apagadas somos nós, pesquisadores, que determinamos as características da banda a ser utilizada. Para o experimento da transmissão transcontinental de imagens em superalta definição, utilizaremos taxas de cerca de 10 Gbps", completou.
Laboratório de Fotônica
Pelo lado brasileiro, a iniciativa é liderada por docentes e pesquisadores dos programas de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura e de Engenharia Elétrica da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Os detalhes técnicos para a transmissão das imagens estão a cargo do Laboratório de Fotônica do Mackenzie.
"Vemos esse experimento como a ligação da inovação tecnológica com um evento cultural e artístico que é o cinema", disse Jane de Almeida, coordenadora dos cursos de mestrado e doutorado em Educação, Arte e História da Cultura do Mackenzie e que também está à frente do experimento.
Participam ainda da transmissão pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e da Rede ANSP (Academic Network at São Paulo, na sigla em inglês), da FAPESP.
No dia seguinte à transmissão transcontinental, na sexta-feira (31/7), às 10 horas, haverá um debate por cineconferência com pesquisadores brasileiros e das duas universidades estrangeiras que participam do projeto.
Mais informações podem ser obtidas no site www.file.org.br.
Do Teatro Popular do Serviço Social da Indústria (Sesi), na capital paulista, o filme Enquanto a noite não chega, dirigido por Beto Souza e Renato Falcão, será transmitido para a Universidade da Califórnia em San Diego e para a Universidade de Keio.
4 vezes melhor que TV Full HD
Por meio da rede KyaTera, do Programa Tecnologia da Informação no Desenvolvimento da Internet Avançada (Tidia), o desafio será transmitir, em tempo real, imagens em movimento de um longa-metragem com resolução de 4K.
A tecnologia 4K (4096 × 2160 pixels) refere-se à projeção de imagens em altíssima resolução. O total equivale a mais de 8 milhões de pixels, o dobro de um filme digital convencional. Trata-se de uma imagem com definição cerca de quatro vezes maior do que a HD (High Definition) e 24 vezes superior que a da televisão tradicional.
As imagens serão transmitidas ao vivo pelas redes de fibras ópticas do KyaTera, que operam com taxas de até 10 gigabits por segundo (Gbps), capacidade atualmente restrita principalmente às universidades e instituições de pesquisa do país.
Possibilidades para ciência
"Trata-se de um experimento que abre possibilidades enormes para a ciência, funcionando, primeiramente, com a demonstração de um princípio tecnológico factível para, em seguida, gerar novos benefícios e aplicações em outras áreas do conhecimento", disse o professor Eunézio de Souza, coordenador do Laboratório de Fotônica do Mackenzie e coordenador da camada física das redes ópticas do KyaTera, à Agência FAPESP.
"As infraestruturas lógica e física da rede estão prontas e as chances de a transmissão fracassar são muito remotas - isso aconteceria caso a energia elétrica da Avenida Paulista acabasse na hora do experimento, por exemplo, uma vez que os lasers que alimentam os cabos ópticos com informações são alimentados eletricamente", afirmou.
Fibras ópticas apagadas
Segundo o docente, que é conhecido pela comunidade científica como Thoroh, a transmissão transcontinental só se tornará possível graças à infraestrutura oferecida pela rede, que conecta dezenas de laboratórios de pesquisa no Estado de São Paulo.
"Sem o KyaTera não haveria esse experimento. A grande vantagem dessa rede é a possibilidade de usarmos as fibras ópticas apagadas [desativadas ou sem tráfego de luz], que já estão disponíveis e não estão conectadas a nenhum dispositivo convencional. Essas fibras pertencem à Telefônica e foram cedidas por meio de um acordo de cooperação científica com a FAPESP", disse.
"Diferentemente das fibras acesas, cuja largura de banda é determinada pelas empresas operadoras, nas fibras apagadas somos nós, pesquisadores, que determinamos as características da banda a ser utilizada. Para o experimento da transmissão transcontinental de imagens em superalta definição, utilizaremos taxas de cerca de 10 Gbps", completou.
Laboratório de Fotônica
Pelo lado brasileiro, a iniciativa é liderada por docentes e pesquisadores dos programas de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura e de Engenharia Elétrica da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Os detalhes técnicos para a transmissão das imagens estão a cargo do Laboratório de Fotônica do Mackenzie.
"Vemos esse experimento como a ligação da inovação tecnológica com um evento cultural e artístico que é o cinema", disse Jane de Almeida, coordenadora dos cursos de mestrado e doutorado em Educação, Arte e História da Cultura do Mackenzie e que também está à frente do experimento.
Participam ainda da transmissão pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e da Rede ANSP (Academic Network at São Paulo, na sigla em inglês), da FAPESP.
No dia seguinte à transmissão transcontinental, na sexta-feira (31/7), às 10 horas, haverá um debate por cineconferência com pesquisadores brasileiros e das duas universidades estrangeiras que participam do projeto.
Mais informações podem ser obtidas no site www.file.org.br.
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