quarta-feira, 23 de setembro de 2009

EUA testam tecnologia que enterra CO2 emitido por usina a carvão

Térmica começa a usar método esta semana. Ambientalistas criticam
Construída em 1980, bem antes de o aquecimento global se tornar uma preocupação geral, a termelétrica de Mountaineer, em New Haven, nos Estados Unidos, está prestes a se tornar a primeira usina a carvão do mundo a capturar e enterrar parte do CO2 que emite. A esperança é que, em vez de ser liberado rumo à atmosfera, agravando ainda mais o efeito estufa, o gás fique debaixo da terra por milênios.

O projeto deve entrar em funcionamento nos próximos dias e já desperta a atenção de autoridades de China e Índia, que lutam contra a dependência desse tipo de geração de energia, considerada suja. Como eles, os EUA ainda são dependentes das térmicas a carvão para suprir suas necessidades energéticas.

Para especialistas, essa estratégia pode se revelar mais eficiente do que a construção de novas e mais modernas usinas. Mesmo assim, a viabilidade econômica da tecnologia de captura de CO2 permanece cercada de incertezas.

Certamente, o método vai sugar uma substancial quantidade de energia da usina - previsões mais otimistas dizem que será algo em torno de 15%; as mais pessimistas, em torno de 30%. Alguns argumentam que essa tecnologia pode se tornar mais cara do que a solar e a nuclear. E como toda novidade, mesmo os engenheiros ligados à iniciativa, não sabem se o método vai funcionar corretamente e se o dióxido de carbono vai, realmente, ficar bem estocado.

O projeto prevê que 100 mil toneladas de CO2 sejam enterradas anualmente, durante dois ou até cinco anos. O valor, dizem os responsáveis, representa 1,5% das emissões anuais da usina.

Ambientalistas, contrários às usinas a carvão, estão preocupados com a medida, acreditando que vai ser como trocar um problema, o aquecimento global, por outro, a possível poluição dos reservatórios de água da região.
(Matthew L. Wald, do New York Times)
(O Globo, 23/9).

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Acquisition of data and modeling of transport and geochemical processes in waste rock piles.

Em 2008 publiquei um capítulo de livro referente a minha Tese de Doutorado.
A publicação foi no livro:
Water Resources Research Progress

link:
http://books.google.com.br/books?id=_OfV1EqTS48C&printsec=frontcover&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=&f=false

O título do capítulo do livro é:
Acquisition of data and modeling of transport and geochemical processes in waste rock piles.

link:
http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=_OfV1EqTS48C&oi=fnd&pg=PA311&dq=Acquisition+of+data+and+modeling+of+transport+and+geochemical+processes+in+waste+rock+piles.&ots=WpwM7kxlkY&sig=uQ9lRPej5Yb9LGifM8tlR65pNMc#v=onepage&q=Acquisition%20of%20data%20and%20modeling%20of%20transport%20and%20geochemical%20processes%20in%20waste%20rock%20piles.&f=false

Autores:
Ondra Sracek, Eurípedes do Amaral Vargas Jr. e Júlio César da Silva

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Brasil fará transmissão transcontinental de cinema em altíssima definição

"A primeira transmissão transcontinental ao vivo de cinema em superalta definição da América Latina para os Estados Unidos e Japão", como vem sendo chamada por seus organizadores, será realizada na quinta-feira (30/7), às 19 horas, durante a 10ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), em São Paulo.

Do Teatro Popular do Serviço Social da Indústria (Sesi), na capital paulista, o filme Enquanto a noite não chega, dirigido por Beto Souza e Renato Falcão, será transmitido para a Universidade da Califórnia em San Diego e para a Universidade de Keio.

4 vezes melhor que TV Full HD

Por meio da rede KyaTera, do Programa Tecnologia da Informação no Desenvolvimento da Internet Avançada (Tidia), o desafio será transmitir, em tempo real, imagens em movimento de um longa-metragem com resolução de 4K.

A tecnologia 4K (4096 × 2160 pixels) refere-se à projeção de imagens em altíssima resolução. O total equivale a mais de 8 milhões de pixels, o dobro de um filme digital convencional. Trata-se de uma imagem com definição cerca de quatro vezes maior do que a HD (High Definition) e 24 vezes superior que a da televisão tradicional.

As imagens serão transmitidas ao vivo pelas redes de fibras ópticas do KyaTera, que operam com taxas de até 10 gigabits por segundo (Gbps), capacidade atualmente restrita principalmente às universidades e instituições de pesquisa do país.

Possibilidades para ciência

"Trata-se de um experimento que abre possibilidades enormes para a ciência, funcionando, primeiramente, com a demonstração de um princípio tecnológico factível para, em seguida, gerar novos benefícios e aplicações em outras áreas do conhecimento", disse o professor Eunézio de Souza, coordenador do Laboratório de Fotônica do Mackenzie e coordenador da camada física das redes ópticas do KyaTera, à Agência FAPESP.

"As infraestruturas lógica e física da rede estão prontas e as chances de a transmissão fracassar são muito remotas - isso aconteceria caso a energia elétrica da Avenida Paulista acabasse na hora do experimento, por exemplo, uma vez que os lasers que alimentam os cabos ópticos com informações são alimentados eletricamente", afirmou.

Fibras ópticas apagadas

Segundo o docente, que é conhecido pela comunidade científica como Thoroh, a transmissão transcontinental só se tornará possível graças à infraestrutura oferecida pela rede, que conecta dezenas de laboratórios de pesquisa no Estado de São Paulo.

"Sem o KyaTera não haveria esse experimento. A grande vantagem dessa rede é a possibilidade de usarmos as fibras ópticas apagadas [desativadas ou sem tráfego de luz], que já estão disponíveis e não estão conectadas a nenhum dispositivo convencional. Essas fibras pertencem à Telefônica e foram cedidas por meio de um acordo de cooperação científica com a FAPESP", disse.

"Diferentemente das fibras acesas, cuja largura de banda é determinada pelas empresas operadoras, nas fibras apagadas somos nós, pesquisadores, que determinamos as características da banda a ser utilizada. Para o experimento da transmissão transcontinental de imagens em superalta definição, utilizaremos taxas de cerca de 10 Gbps", completou.

Laboratório de Fotônica

Pelo lado brasileiro, a iniciativa é liderada por docentes e pesquisadores dos programas de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura e de Engenharia Elétrica da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Os detalhes técnicos para a transmissão das imagens estão a cargo do Laboratório de Fotônica do Mackenzie.

"Vemos esse experimento como a ligação da inovação tecnológica com um evento cultural e artístico que é o cinema", disse Jane de Almeida, coordenadora dos cursos de mestrado e doutorado em Educação, Arte e História da Cultura do Mackenzie e que também está à frente do experimento.

Participam ainda da transmissão pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e da Rede ANSP (Academic Network at São Paulo, na sigla em inglês), da FAPESP.

No dia seguinte à transmissão transcontinental, na sexta-feira (31/7), às 10 horas, haverá um debate por cineconferência com pesquisadores brasileiros e das duas universidades estrangeiras que participam do projeto.

Mais informações podem ser obtidas no site www.file.org.br.

Nariz eletrônico

Projeto de cooperação envolvendo pesquisadores brasileiros e cubanos deve resultar em robô capaz de identificar os mais diversos cheiros. Mecanismo poderá ser usado para detectar a presença de gases tóxicos, explosivos ou pessoas presas sob escombros
Gisela Cabral escreve para o "Correio Braziliense":

Um robô preparado para identificar odores de gases tóxicos, entorpecentes, explosivos e até pessoas em locais de difícil acesso. Se depender de um estudo desenvolvido por pesquisadores brasileiros e cubanos, essas serão algumas das aplicações de uma plataforma robótica móvel, dotada de narizes eletrônicos previamente treinados para a detecção de substâncias específicas.

Fruto de um intercâmbio que terá início até o fim do ano, o projeto busca a construção de um protótipo inédito no país, além da troca de informações e a capacitação de profissionais nos dois países. Enquanto o Brasil dará sua contribuição na área de robótica, Cuba fornecerá conhecimentos sobre interfaces eletrônicas e instrumentação virtual para sensores físicos e químicos.

Narizes e línguas eletrônicas programadas para identificar substâncias têm sido amplamente utilizados não só em pesquisas, mas também na indústria, em especial na de alimentos. Porém, segundo a proposta dos cientistas, o desenvolvimento de um robô que sente cheiros é bem mais complexo, pois envolve técnicas de navegação, localização e controle, combinadas com o sensoriamento e a instrumentação.

"O grande diferencial é aplicar os narizes eletrônicos em um protótipo móvel. É preciso muito estudo", explica o professor titular da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e responsável pelo estudo, Alejandro Ramirez.

Esses sensores devem ser previamente treinados para a identificação de cheiros. A partir daí, é formado um padrão para cada uma dessas substâncias, que ficam armazenadas na memória da máquina. "É mais ou menos como acontece com o ser humano. Porém, é claro que o nosso cérebro consegue ser treinado numa velocidade maior e com um número infindável de substâncias novas", explica ele.

A utilização do robô no meio ambiente tem sido uma das propostas mais discutidas pelos cientistas, entre eles, os coordenadores do projeto, os professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Edson de Pieri, e da Universidade de Havana (Cuba), José Antonio Pérez. O projeto terá dois anos para ser concluído. O custeio de atividades correntes para a equipe brasileira será de R$ 10 mil por ano, financiados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior.

Chile anuncia adesão à TV digital nipo-brasileira

Governo negocia com outros países sul-americanos, como o Equador, e ministro diz que Venezuela deve anunciar em outubro adoção do padrão
Gerusa Marques escreve para "O Estado de SP":

A construção de um modelo sul-americano de TV digital, com base no sistema nipo-brasileiro, ganhou ontem uma adesão de peso com a opção do governo chileno pelo padrão japonês. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou a adesão do Chile, prevendo que o padrão japonês de televisão digital, com inovações brasileiras, terá os "melhores preços do planeta" para televisores, conversores e equipamentos.

Apesar do otimismo do ministro, a adoção da tecnologia ainda é modesta no País. No mês passado, o Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) divulgou que haviam sido vendidos cerca de 1,6 milhão de receptores no País. O software de interatividade Ginga, única tecnologia genuinamente brasileira no sistema, deve começar a ser incorporado aos equipamentos somente este mês. Os conversores de TV digital mais baratos custam cerca de R$ 300, o mesmo preço de há um ano atrás.

Segundo Costa, a redução de preços será obtida com a ampliação da escala de produção, já que a adoção de um mesmo sistema por todos os países sul-americanos pode dobrar o mercado atual de televisores, que é de 10 milhões por ano no Brasil. Até o momento, já são quatro países. O Peru tomou sua decisão em abril e a Argentina aderiu no mês passado.

"Estamos caminhando para um grande sistema sul-americano de TV digital, que vai possibilitar todo intercâmbio comercial, cultural, artístico e técnico entre os países do Cone Sul", afirmou.

Costa informou que, no próximo mês, a Venezuela também deverá fazer sua opção pelo sistema nipo-brasileiro. Segundo o ministro, os entendimentos estão avançados também com Equador e Cuba, e há conversas com Bolívia e Paraguai. Ele disse que ainda tem esperança de que os governos do Uruguai e da Colômbia voltem atrás na opção que fizeram pelo padrão europeu. "Todo mundo que erra tem o direito de voltar atrás", brincou.

A partir de 1º de janeiro, os televisores de plasma de até 42 polegadas produzidos na Zona Franca de Manaus já sairão da fábrica com o conversor de TV digital embutido. A decisão consta de portaria do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio, publicada na sexta-feira passada.

No mês passado, uma outra portaria estabeleceu regras para televisores de tela cristal líquido (LCD). Os aparelhos acima de 32 polegadas terão de vir com conversor embutido a partir do próximo ano, alcançando os de 26 polegadas em 2011, e valendo para todos os televisores de LCD em 2012. Em 2008, foram produzidos cerca de 11 milhões de aparelhos, sendo 2,7 milhões com tela de plasma e de LCD. Até maio deste ano, a produção foi de 2,1 milhões de TVs de tubo e 1,2 milhão de plasma e LCD.
(O Estado de SP, 15/9)

Lançado tradutor universal para Firefox

Barreira do idioma

A China está nos noticiários todos os dias, mas apenas uma minoria de internautas consegue ver o que passa pelos noticiários lá da China. E há muitos aficionados de tecnologia que gostariam de ver o que anda rolando pelos sites do Japão ou da Coreia.

Apesar da universalidade da Internet, as barreiras do idioma são ainda fatos muito concretos, principalmente no caso dos países com alfabetos tão diferentes quanto os países asiáticos ou árabes, para os quais ainda não existem bons tradutores online.

Tradutor universal online

É aí que entra o Worldwide Lexicon (WWL), um projeto de código livre de um sistema de tradução que pretende ser nada menos do que universal, ou seja, pretende chegar a um ponto em que será possível fazer a tradução de textos escritos em qualquer idioma.

Embora esteja longe da perfeição, o tradutor WWL, lançado na última semana na forma de um plugin para o navegador Firefox, abre bons buracos na tal barreira da linguagem, permitindo que o internauta tenha uma excelente ideia do conteúdo dos sites escritos em linguagens que ele não domina. Quanto mais técnico for o assunto, melhor é o resultado.

A grande vantagem do plugin tradutor, em comparação, por exemplo, com o tradutor do Google, é que a tradução é feita na própria página visitada, mantendo inclusive a formatação original do site.

O plugin já é capaz de reconhecer 40 idiomas. Inicialmente o usuário seleciona seu idioma de preferência e, tão logo ele visite uma página em outro idioma, o próprio programa se incumbe de fazer a tradução. Se o idioma do site visitado não estiver contemplado no projeto WWL, o plugin tenta usar outros serviços online, como o tradutor do Google.

Serviço de tradução para sites e blogs

O projeto vai além de um simples tradutor. O Worldwide Lexicon é também uma comunidade de pessoas interessadas em fazer traduções, profissionais ou não. Qualquer voluntário pode escolher o site de seu interesse, traduzi-lo e compartilhar a tradução com seus amigos.

O projeto tem ainda ferramentas para a publicação de sites e blogs simultaneamente em diversos idiomas. O usuário pode escolher entre as traduções automatizadas, traduções profissionais ou mesmo traduções feitas por leitores voluntários.

O plugin do tradutor universal pode ser baixado no site do projeto WWL, no endereço www.worldwidelexicon.org.

Detalhes em:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=lancado-tradutor-universal-firefox&id=010150090915&ebol=sim

Lula sanciona lei que cria Universidade Federal da Fronteira Sul

A UFFS terá campi nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Estima-se que 2.160 alunos sejam selecionados no primeiro processo seletivo, que terá como base as notas dos candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou nesta terça-feira, 15, a lei que cria a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Outros três projetos de Lei tramitam no Congresso para criar as universidades federais da Integração Latino-Americana (Unila), da Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab) e da Integração Amazônica (Uniam).

O ministro da Educação, Fernando Haddad, considera um recorde o número de universidades criadas em um governo, nos últimos anos. "Até então, a marca pertencia a Juscelino Kubitschek, que criou dez", disse ele. Além das novas instituições, os campi das universidades já existentes se expandiram e interiorizaram; são 100 novos campi em todo o país.

Haddad destacou o empenho de reitores das universidades e dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia - que crescerão para 354 escolas até o final de 2010 - como fator de sucesso para a expansão das oportunidades educacionais. "E, no caso da Federal da Fronteira Sul, os estados contemplados e os movimentos sociais foram determinantes para a criação da instituição", afirmou.

A UFFS terá campi nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Cerca de 10 mil estudantes de graduação serão atendidos. As obras começam no próximo ano, mas a partir de março a universidade já funcionará em espaços provisórios. Estima-se que 2.160 alunos sejam selecionados no primeiro processo seletivo, que terá como base as notas dos candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Para atender todos os estudantes com um ensino de qualidade, serão contratados 158 professores e 145 técnicos, também em 2010. Pelas previsões, 500 professores e 340 técnicos estarão trabalhando em 2013, quando a universidade deve estar em pleno funcionamento.

A instituição oferecerá os cursos de administração, agronomia, aquicultura, arquitetura e urbanismo, ciência da computação, desenvolvimento rural, enfermagem, engenharia ambiental, engenharia de alimentos e licenciaturas em filosofia, história, geografia, sociologia, pedagogia, português, espanhol e educação no campo. A sede da universidade ficará em Chapecó (SC) e os demais campi, em Cerro Largo e Erechim (RS), Laranjeiras do Sul (PR) e Realeza (PR).

Para despesas de custeio, investimentos e pagamentos de servidores, à UFFS serão destinados R$ 306 milhões até 2012.
(Informações da Assessoria de Comunicação do MEC)